Mal o avião começa a descer e a aproximar-se do oceano Atlântico avista-se uma língua de terra onde o verde intenso é salpicado por casas de pedra dispersas e pontos brancos e negros.

Obra-prima de criador anónimo, mas descoberta em 1427 pelo navegador Diogo De Silves, os Açores são um paraíso por conhecer, protegido do turismo de massas e que envolve quem chega num clima de mistério e de sonho.

Para crentes e não crentes, que correm o risco de se converter.

O avião deixa os passageiros em São Miguel, a maior das nove ilhas do arquipélago e também uma das mais belas.

Conhecida como Ilha Verde, é o cenário de paisagens tiradas de contos de fada, com as suas lagoas e furnas por descobrir.


Ponta Delgada, a capital do arquipélago, é uma cidade senhorial, com numerosas igrejas e casas construídas em pedra vulcânica e pintadas de branco.

É também o sítio com mais oferta de alojamentos e restaurantes. No entanto, a verdadeira beleza da ilha está para lá da cidade.

 

A mítica Lagoa das Sete Cidades

Uma simples viagem de carro por estradas onde o céu se encontra com criptomérias gigantes, que formam uma espécie de arco ao longo do caminho, ou enfeitada pelo azul intenso das hortênsias é já uma experiência, mas nada se compara à paisagem que se vê desde o miradouro da Vista do Rei.

Prepare-se para olhar para uma profunda cratera de 12 quilómetros de perímetro, que nasceu há 20 mil anos, rodeada por bosques e com duas lagoas que se ligam no centro.

A particularidade: uma é azul e a outra verde.

A Lagoa das Sete Cidades é um lugar mágico que deu origem a lendas, nomeadamente àquela sobre os amores de uma princesa e de um pastor.

Para se chegar à beira dos lagos e à povoação é necessário percorrer uma estrada de terra que é utilizada no Rally dos Açores.

Cerca de dez quilómetros mais à frente, o panorama muda por completo.

Aqui começa a dar-se razão a quem diz que os Açores são feitos de contrastes.

A costa do extremo ocidental da ilha é recortada por inúmeras reentrâncias formadas pela erosão das lavas e no mar avistam-se quatro ilhéus conhecidos como os Mosteiros.

No ar sente-se o cheiro a terra húmida, devido à chuva que caiu há algumas horas atrás, pois aqui o clima é uma incógnita. O sol radioso pode esconder-se atrás do mais cerrado nevoeiro em poucos minutos ou vice-versa.

Daí que os Açores fiquem na memória como as Ilhas de Bruma, onde é possível escutar o silêncio.

Seguindo na costa norte, há que parar nos miradouros que dominam a zona como o da Ponta Formosa e o da Ponta da Maia, muito perto da Gorreana, onde se concentram as maiores plantações de chá de São Miguel e as únicas de larga escala no seio da União Europeia.

As furnas e o seu cozido

Mas o encontro com o paraíso não se fica pela Lagoa das Sete Cidades.

Rival em beleza é também a do Fogo, situada na zona nordeste da ilha.

O próximo destino é a Lagoa das Furnas.

Aqui a paisagem volta a mudar por completo e a dar lugar a pedras maciças vulcânicas, fumarolas que saem do chão, lagoas de água quente e um intenso cheiro a enxofre.

A terra parece estar em ebulição e o visitante com ela.

É altura de relaxar e provar o famoso cozido das furnas, confeccionado na própria terra e cujo segredo reside na lenta cozedura, não inferior a cinco horas. Convém reservar.

Outro local a visitar é Vila Franca do Campo, que foi a primeira capital da ilha.

Apesar da destruição sofrida com o terramoto de 1522, a cidade mantém-se mimosa, com as suas praias de águas temperadas e casas de branco e negro.

À frente tem um ilhéu onde, no seu interior, se esconde um lago que há milhares de anos foi uma cratera vulcânica e que hoje em dia é a piscina natural mais exótica de São Miguel.

No fim, é impossível não se ficar rendido a este pedaço de paraíso no meio do Atlântico

 

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