Ao pensar-se em Palma de Maiorca, como em qualquer outra ilha balear espanhola, as primeiras imagens que surgem são as de praias, grandes hotéis, bares, discotecas e uma vida que se quer nocturna.

Esta é uma ideia minimalista que não faz justiça à beleza da ilha, porque a verdade é que há duas Maiorcas: a dos grandes areais e complexos turísticos e a mais desconhecida, aquela onde a montanha é rainha e senhora.


Palma de Maiorca, a maior das ilhas baleares espanholas.




 

Praias para todos os gostos


Em Maiorca há nada mais, nada  menos do que 208 praias, logo, há para todos os gostos, desde grandes praias turísticas, com bares e espreguiçadeiras, a pequenas enseadas mais calmas e afastadas do rebuliço.

De areia branca ou rocha, águas turquesas e cristalinas, o difícil é escolher.


Quem procura as águas temperadas e calmas do Mediterrâneo, normalmente fica-se pelo sul, pelas zonas de Arenal ou Magaluf, onde as águas são quentes e a vaga de turistas é maior.

No Norte as praias são mais calmas mas também deslumbrantes.


Mas a ilha tem muito mais para oferecer.




 


A cidade de Palma

Palma é uma cidade cosmopolita, cheia de vida e animação, mas que respira séculos de história.

A capital das baleares foi fundada pelos romanos no ano 120 a.C. Cidade aberta para o mar, recebe o visitante com a imagem de marca da Catedral de Palma, de estilo gótico dos séculos XIV e XVI, um monumento imponente situado de frente para o mar.

Rodeada por um jardim revestido de esculturas de importantes artistas ressalta à vista a estátua de Joan Miró, que nasceu de um episódio caricato: um dia o artista estava a limpar os pincéis no sabão e este ficou com um buraco.

Colocou-lhe um ovo em cima e… voilá.

 

Prosseguindo a pé pelo bairro antigo é fácil perdermo-nos num misto de ruas estreitas, de traçado antigo e calçada em pedra, que sobem e descem, respirando histórias de outros tempos.

Espreitando pela entrada de uma das casas adivinham-se os pátios muçulmanos.

As «tiendas» são outra constante numa profusão de cores e formas, em contraste com os tons dourados das habitações.

A luz é única. Branca e dourada a tocar o mar.

Segue-se um passeio pela Rambla, uma colorida avenida ladeada por quiosques de flores.


Subindo pelas ruas antigas chega-se à praça de Espanha, centro da cidade moderna.




Na zona nova destaca-se o Passeio Marítimo, «a cara bonita da cidade», como os próprios habitantes o denominam.

Uma extensa avenida com mais de três quilómetros de comprimento que contorna a baía.

Aqui situam-se os hotéis modernos, o clube náutico, os múltiplos cafés, assim como os bares e as discotecas.

Quando o sol se põe, a música é outra. A avenida enche-se de gente que, à boa tradição latina, faz a festa pela noite fora.

 

O interior verde e intocado


Uma vez em Palma de Maiorca, vale a pena partir à descoberta da sua parte rural, com aldeias pitorescas e oliveiras milenares, que seduziu vários artistas ao longo dos anos.

Pode trocar a praia pela piscina de um bom hotel (e há muitos).

Seguindo-se por uma estrada com curvas e mais curvas, chega-se a Valdemossa, local eleito por Chopin para se refugiar com  a amante, a escritora Georges Sand, após lhe terem diagnosticado uma doença terminal.

La Cartuja, antigo mosteiro, foi o lar do compositor durante alguns meses.


Jardins com uma vista imensa recebem, durante o Verão, concertos com pianistas famosos que interpretam obras do músico.



Chopin escrevia numa carta a um amigo que estava num dos lugares mais bonitos do mundo que conjugava «a paz ocidental, o verde da Suíça e o azul da Calabria».


Continuando mais para norte o cenário mantém-se.

Curvas repletas de oliveiras milenares com o mar como pano de fundo até se chegar à pitoresca Deià, uma pequena povoação, situada no cimo de um monte e frequentada por jovens artistas, cineastas e boémios.

O escritor britânico Robert Graves elegeu a vila como local de residência e foi aqui que viveu a maior parte da sua vida.


Cerca de 14 quilómetros depois chega-se a Sóller, uma cidade em crescimento com grandiosas casas senhoriais  e palacetes.

É indispensável, para quem deseja regressar a Palma apanhar o comboio de Sóller.

Uma viagem memorável por entre montanhas e paisagens múltiplas que encantam o olhar, passando por cerca de uma dezena de túneis.

O meio de transporte é um comboio de madeira, em que parte das peças são provenientes de Portugal.

Após cerca de 45 minutos de viagem está-se de regresso a Palma.

Tempo para se entregar a outros encantos que esta cidade, marítima por excelência, tem para oferecer.

É aqui que se celebram numerosas competições desportivas donde se destaca a Copa do Rei de Vela, na primeira semana de Agosto, da qual os reis de Espanha são adeptos assíduos.


Maiorca oferece a paz e a tranquilidade para quem a procura ou o pulsar contemporâneo e cosmopolita.

A diversidade é muita e o sentimento que fica é um… o desejo de voltar.


 

Descontos que vão até aos 50% na sua próxima estadia em Palma de Maiorca