Cidade de bocejo impossível, eis algumas (poucas) das coisas que pode fazer em Dubrovnik: andar de teleférico, fazer caiaque e visitar as ilhas da vizinhança.

Mas é na conturbada história desta cidade croata que está o seu grande motivo de atração, aquele que traz todos os anos milhões de turistas à pérola do Adriático.


 

Ultrapassar os portões de Pile e Ploce

 

Coloquemo-nos em Stradun, desde o século XIII a mais importante rua de Dubrovnik, a que liga os dois portões da cidade, o Pile e o Ploce.

De ambos os lados, fontes que merecem ser admiradas – a Fonte Large Onofrio e a Fonte Small Onofrio. A diferença está, tal como indicam os nomes, no tamanho das mesmas.

Estamos rodeados de muralhas com mais de dez séculos de história – originalmente construídas no século X e fortificadas no século XV.

 

O imponente Mosteiro Franciscano

Começamos a nossa visita histórica pelo Mosteiro Franciscano, um dos dois mosteiros de Dubrovnik, construído há mais de 500 anos.

Aqui, vale a pena visitar a Igreja dos Franciscanos, mesmo que esta tenha sido totalmente reconstruída na sequência do sismo de 1667 – da obra original só sobra o pórtico.

Ainda no Mosteiro, há que destacar a biblioteca que possui um incalculável peso histórico na forma de centenas de incunábulos (os primeiros livros impressos) e milhares de manuscritos.

Destaque também para o Claustro Românico, um dos ex-libris arquitectónicos da cidade e para a Farmácia Medieval, uma das mais antigas do mundo. Por fim, aponte-se o Museu do Mosteiro, abrigo de obras históricas como, por exemplo, o quadro que representa a cidade de Dubrovnik no período pré-sismo de 1667 – um dos raros documentos relativos a essa temporada.



Ainda em em Stradun, o Palácio Sponza é aquele que melhor representa a arquitectura de grande parte dos palácios de Dubrovnik, antes do terramoto de 1667 e aquele que melhor lhe resistiu.

Em tempos albergou a casa da moeda, o tesouro e o arsenal de armamento.

Hoje em dia, guarda os arquivos nacionais e exposições temporárias durante o grande e célebre Festival do Verão que este ano celebra 65 anos de história e que anima a cidade ao longo de vários dias, com eventos que privilegiam a dança, a música e a performance – um acontecimento.



Igreja, Catedral e Sinagoga









Por “pedir emprestado” o nome ao santo padroeiro da cidade, a Igreja de São Brás é a mais importante de Dubrovnik. Relativamente recente, do século XVIII, foi construída para substituir a românica (do século XIV) que entretanto ardeu, herdando alguns dos seus tesouros, tais como as relíquias de São Brás.

Anualmente, durante o festival que homenageia o santo padroeiro, a estátua que se encontra nesta igreja é levada para o exterior para que possa ser vislumbrada por toda a população.

Por seu lado, a Catedral foi construída seis anos depois do grande sismo que destruiu a anterior, que datava já do século XII. Também aqui é possível vislumbrar alguns “tesouros” relativos a São Brás.

Mas o grande motivo de atração estará na Sinagoga de Dubrovnik, a segunda mais antiga da Europa, edificada em 1352, depois da de Praga.

Com o passar dos anos (dos séculos!) também foi sofrendo variados danos – o omnipresente sismo de 1667, a Segunda Grande Guerra e guerra da independência croata, já nos anos 90 do século passado.

A Sinagoga de Dubrovnik tem como base o antigo bairro judeu, pelo que não é de estranhar que também albergue o Museu Judaico (o único em toda a Croácia). Uma comunidade judaica foi aqui construída no século XV devido à chegada dos judeus da Península Ibérica, expulsos de Portugal e Espanha.

 

História acidentada, destino romântico



Apesar dos imensos sobressaltos e “acidentes”, a história de Dubrovnik é uma das mais ricas da Europa.

Para além de todos estes monumentos, recomenda-se o incrível pôr do sol, um passeio através da muralha e, claro, uma caminhada através das ruas estreitas da Cidade Velha (Património Mundial da UNESCO desde 1979), ruas essas que muito comparadas às da romântica Veneza.

Não é por acaso que Dubrovnik é também ela um destino romântico por excelência.

 

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